AISH en espanol - Sabidura para vivir

 vida judía
 torá y ciencia
 nuestras fuentes
 para reflexionar
 cocina judia
 ultímos artículos
 shabat shalom
 entendiendo
 festividades
 vista al kotel
 programas
 en israel

Site en Portugues

 suscripciones
 donaciones


Vista al KotelOmer

Ayudanos a continuar enseñando, contribuye a Aish.com Espanol
  Donaciones



Portugués

Bate-Papo


Por Nechemia Coopersmith

Certa noite, eu estava lendo uma história para minha filha de cinco anos, quando ela olhou para mim e disse, "Aba, por que às vezes eu tenho vontade de fazer coisas más?"

Grande pergunta! , pensei comigo mesmo e, em pânico, O que eu digo a ela? Minha filha esperava ansiosamente por uma resposta, seus olhos claros fixos nos meus, e eu sabia que a resposta tinha que ser sensata. Descobri que não é nada fácil discutir o impulso humano para o mal com uma criança de cinco anos.
Minha filha estava demonstrando a força de uma boa pergunta. Questões deste tipo penetram em nossas camadas de mal-estar intelectual, abalando nossas pressuposições. Desafiam-nos a pensar, explorar e alcançar uma nitidez maior. Boas perguntas também podem nos deixar desconfortáveis. É muito mais fácil colocá-las de lado e tirar o corpo fora.

Com bastante freqüência, preferimos deixar nosso patrimônio moral intacto, a reexaminar onde é que colocamos nossos valores.
Para crianças, entretanto, fazer perguntas é algo natural e espontâneo. Ninguém ensina crianças a procurar o entendimento. Quando ficamos mais velhos, e ouvimos reiteradamente que devemos desistir de encontrar as respostas, é que aprendemos a parar de fazer perguntas. O desejo inato pelo conhecimento deve ser incentivado e não extinto pela resistência em investigar e reconsiderar.
Este pequeno livro tem a ver, antes de tudo e primordialmente, com perguntas provocativas. Os judeus são "o Povo do Livro", e metade das páginas deste livro está repleta de perguntas. Por milhares de anos, o povo judeu tem desafiado, discutido, argumentado, refutado, perscrutado tudo – desde a natureza de Deus até os detalhes do esôfago de uma vaca. A Torá trata de toda questão sob o sol. "Aprofunda-te (na Torá) e volta continuamente a ela, pois tudo está nela contido" (Ética dos Pais 5:25).

De acordo com o folclore judaico, uma boa pergunta já é meia resposta. Uma pergunta abre um vazio interior que, por sua vez, produz um anseio pelo saber. A resposta para uma pergunta não formulada é, via de regra, irrelevante.
O intuito de Bate-Papo é despertar uma discussão significativa sobre uma gama ampla de temáticas. Judeus de todos os contextos e idades têm utilizado estas indagações para provocar debates em universidades, jantares, encontros e reuniões familiares. Perguntas que provocam reflexões servem de garantia para animar nossas conversas com amigos, familiares e companheiros de trabalho.
Bate-Papo não trata somente de perguntas; também tem a ver com respostas. À cada pergunta segue-se um breve ensaio, que explora o enfoque do Judaísmo sobre aquela questão, compartilhando um pouco da relevância e da profundidade da sabedoria judaica.

O espírito de Bate-Papo deve ser divertido e estimulante. Se você estiver liderando uma discussão em grupo, tente não dirigir demais a conversa. Você não está lá para ter o argumento vencedor; tampouco é seu trabalho responder a toda pergunta que é suscitada. Seu objetivo é fazer com que as pessoas se envolvam num debate significativo, prestando atenção umas às outras. Provoque controvérsias. E não deixe que as pessoas simplesmente expressem suas opiniões; peça-lhes que expliquem por quê pensam daquela determinada forma. E o que é mais importante, divirtam-se!

Espero que você se divirta com Bate-Papo tanto quanto eu me diverti ao compilá-lo.
Bom bate-papo!
Nechemia Coopersmith


1.AMOR

PERGUNTAS.

1. Você pode amar pesso as irritantes?
2. Como você pode diferenciar entre amor e fascinação?

1. AMAR PESSOAS IRRITANTES

Uma criança pode ser um terror absoluto.
Ela poderia cuspir em seus pais, jogar comida no rosto deles, rabiscar as paredes — e ainda assim eles a amariam! Se você lhes dissesse que seu filho é uma ameaça incontrolável, provavelmente responderiam, "Incontrolável? Nosso filho é apenas cheio de energia! Ele está desenvolvendo uma personalidade dinâmica e criativa".

A maioria dos pais ama seus filhos, por mais irritantes que sejam. Por quê? Porque focalizam o que há de bom neles. Este é o segredo do amor.
Uma definição judaica de amor seria "o prazer que sentimos ao reconhecer as virtudes de outra pessoa e identificá-la com aquelas virtudes".
No pensamento judaico, o amor é uma obrigação. A Torá diz, "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Levítico 19:18). Como pode a Torá comandar uma emoção? Uma emoção a gente sente ou não.

O amor não é um golpe do destino, um estado de espírito passageiro, no qual se entra acidentalmente (e do qual também pode-se facilmente sair). É resultado do esforço que você empreende ao apreciar as virtudes de alguém. O amor é uma escolha. Concentre-se na beleza interior de outra pessoa, e você começará a amá-la. Focalize seus defeitos, e não irá gostar dela. Como o amor é uma ação que está ao alcance de nossas mãos, pode ser comandado.

Sabemos que devemos amar nossos irmãos e irmãs, por mais irritantes que sejam. Nós o fazemos relevando o que é negativo e reconhecendo suas forças interiores. Se ampliamos este processo para além do âmbito familiar, onde ele não ocorre de forma tão natural, podemos aprender a amar qualquer um.
A chave para amar os outros é conhecer suas virtudes. Quanto melhor conhecemos tais virtudes em alguém, melhor podemos amá-lo e apreciá-lo. Para tornar-se alguém que ama, transforme-se num conhecedor de pessoas. Aprenda a identificar suas qualidades. Sabe aquele sujeito que lhe parece tão irritante? Faça uma relação de vinte coisas positivas que você vê nele. Faça listas para todos os seus amigos. O esforço vale a pena.

EM RESUMO~ Amor é o prazer que sentimos ao reconhecer a beleza interior de outra pessoa.
~ O amor não é um acidente. É uma escolha que está ao alcance de seu poder. Focalize as virtudes do outro: você o amará. Concentre-se nos seus defeitos: você não gostará dele.
~ Aprecie as virtudes de uma pessoa e faça um esforço para relevar seus defeitos. Você acabará descobrindo que é capaz de amar até mesmo o indivíduo mais irritante.

2. AMOR VERSUS FASCINAÇÃO

Qual a diferença entre amor e fascinação?
Fascinação é "Passamos o dia inteiro juntos e foi tão maravilhoso, e ao entardecer, com o sol brilhando em seus cabelos, soube que isso duraria para sempre". Eles serão felizes se ainda
estiverem conversando na semana que vem. A fascinação raramente perdura.
Fascinação tem muito a ver com desejo e pouco a ver com o reconhecimento genuíno de quem a pessoa é.
Woody Allen, em Sonhos de um Sedutor, tenta flertar com uma moça no Museu de Arte Moderna. Ela está observando um quadro de Jackson Pollack.
Allen: O que ele diz pra você?
Moça: A negatividade do universo. O vazio horrível e solitário da existência. O nada, o impasse do homem forçado a viver numa eternidade estéril. Um vácuo imenso sem nada além da devastação, do horror e da degradação num cosmos árido e absurdo.
Allen: O que você vai fazer sábado à noite?
Moça: Cometer suicídio.
Allen: E na sexta?
Woody não está amando; ele está fascinado. Não está interessado em saber quem é esta mulher; está enamorado de sua aparência. Ele não ouve sequer uma palavra do que ela diz.
O amor decorre de uma apreciação genuína do caráter de outrem. Quando vemos a beleza, a virtude, a força do caráter de outra pessoa, isso nos leva ao amor. Você não pode amar
verdadeiramente alguém até conhecê-lo. Dizer que você ama quem não conhece de verdade é como dizer que gostou de um livro que não leu. Tudo o que você ama é a capa.
A fascinação vem e vai. Um dia ruim pode levar ao fim de um relacionamento. A fascinação advém dos desejos interiores, nada tendo a ver com quem a pessoa realmente é. Alguns dos fatores comuns que induzem a fascinação são a aparência, o dinheiro, o estilo de vida, o poder, a carreira e a reputação. Essas coisas podem nos atrair para um relacionamento, mas acabam por desviar nossa atenção da pessoa. É por isso que muitos "se apaixonam" por pessoas que, eventualmente, descobrirão ser completamente erradas para eles.
Quando seu motivo para namorar alguém é a fascinação, você já não está mais namorando a pessoa em si — está namorando sua aparência, seu trabalho e suas posses. Tão logo encontre
alguém que seja mais atraente, bem sucedido ou rico, o relacionamento chegará ao fim.
O amor só pode perdurar quando for baseado numa apreciação verdadeira.
Como diferenciar entre o amor e a fascinação? Se você se pegar dizendo "Ele (a) é perfeito (a)!", tenha cuidado! Você está fascinado. O amor não é cego; a fascinação, sim. O amor é uma lente de aumento.
Há grandes chances que a pessoa que ama você mais que do que qualquer outra no mundo seja a que conhece seus defeitos melhor do que ninguém.
~ O amor é baseado na apreciação de quem a pessoa realmente é, sendo portanto duradouro.
~ A fascinação advém de nossos próprios desejos (aparência, dinheiro, reputação, poder), nada tem a ver com quem a pessoa realmente é, e acaba passando.
~ Teste de Tornassol: "Ele (a) é perfeito (a)!" O amor não é cego; a fascinação, sim. O amor é uma lente de aumento. A pessoa que ama você mais do que qualquer outra no mundo é,
provavelmente, a que conhece seus defeitos melhor do que ninguém.

DAS FONTES


1. Não se ama a Deus exceto com o conhecimento que se tem Dele. O amor é comensurável com o conhecimento. Se há pouco dele [conhecimento], há pouco [amor]; se há muito, há muito amor.
Maimônides, Mishne Torá, Leis sobre o Arrependimento 10:6
2. Amamos, diz o Gaon de Vilna, porque reconhecemos qualidades nobres em alguém... Mas o egoísmo humano faz com que tal reconhecimento seja difícil. Passamos tempo demais de nossas vidas fantasiando sobre quão belos, inteligentes e importantes somos, convencendo-nos ao mesmo tempo de quão feios, não inteligentes e não importantes são os outros. Nossa inveja faz com que nos seja difícil reconhecer que o outro possui uma qualidade superior, ausente em nós.
Rabino Aharon Feldman,
O Rio, a Chaleira e o Pássaro, p. 143.
3. Deus se relaciona com o indivíduo da mesma forma que ele se relaciona com seu próximo.
Talmud Babilônico, Meguilá 12b
4. Se uma pessoa apenas refletisse que passa a amar a quem ela dá de si, perceberia que alguém lhe parece estranho simplesmente pelo fato dela ainda não ter-lhe dado nada; ela não se deu ao trabalho de demonstrar preocupação amistosa. Se dou algo para alguém, sinto-me próximo dele; compartilho de seu ser. Ou seja, se eu começasse a dar o bem para todos aqueles com quem tenho contato, sentiria em seguida que são todos meus parentes, meus amados. Faço parte deles; meu ser ampliou-se a todos eles...
"Amarás o teu próximo como a ti mesmo"... Ao dar a ele uma parte de ti, perceberás em tua alma que ambos são na verdade um só; sentirás da maneira mais clara possível que ele é para ti "como tu para ti mesmo".
Rabino Eliahu Dessler, Michtav MeEliahu,
Discurso sobre a Bondade
5. Rabino Leib Chasman, famoso por seus tratados de ética e supervisor espiritual da Ieshivá de Chevron, viu certa vez um aluno comendo peixe com grande prazer.
"Diga-me, jovem", perguntou-lhe, "gostas de peixe"?
O aluno respondeu afirmativamente.
"Se gostas de peixe", respondeu Reb Leib, "deverias ter-te preocupado com aquele que está no teu prato. Deverias tê-lo alimentado e tentado torná-lo feliz. Ao invés, o estás devorando".
Enquanto o aluno buscava em vão uma resposta adequada, Reb Leib explicou, "Obviamente, não gostas de peixe. Gostas de ti mesmo!"
Rabino Aharon Feldman,

BatePapo 2

 




Si estás buscando un buen sitio en inglés, todo lo que tienes que hacer es conectarte con aish.com y un mundo de Torá en inglés se abrirá ante tus ojos!

Esh HaTorá es una red internacional y apolítica de centros educativos judíos, que brinda oportunidades a todos los judíos para descubrir la sabiduría judía y la belleza de su herencia en una atmósfera abierta y de mutuo respeto. Más de 25 sucursales en 8 países inspiran a más de 100000 personas cada año con el significado de ser judío.

Durante 3500 años, la Torá nos ha inspirado para ser una luz entre las naciones - compartiendo los ideales del monoteísmo, la justicia social y la educación universal. Nosotros estudiamos la sabiduría de la Torá para enriquecer nuestras propias vidas judías y para compartir estas ideas con toda la humanidad.

Para cualquier aporte o consulta estamos a tu disposición, basta enviar un mail.


Vida Judía   Nuestras Fuentes   Torá y Ciencia   Cocina Judía
Festividades   Entendiendo el Judaísmo   Para Reflexionar   Galería

Aish HaTorah en Español
Copyright © 2001
Aish.com , One Western Wall Plaza, POB 14149, Ciudad Antigua, Jerusalem 91141, ISRAEL Teléfono: (972-2) 628-5666 fax: (972-2) 627-3172